O Portugal Decosta nunca leu um livro do e no ambiente cibernetico.
O criador do Portugal leu coleccoes dedicadas a Ciencias, Historia e Zoologia;
para alem duns quantos livros de:
Antropologia;
Biologia;
Cosmologia;
Fisica;
Gestao;
Matematica;
Psicologia;
Quimica;
Sociologia.
Tambem leu, e continua a ler, muitos artigos cientificos das mais variadas areas, em particular de Gestao, Hotelaria, Marketing, Nutricao e Tecnologia Alimentar.
Nao tendo tempo para ler ficcoes comerciais, leu apenas resumos de obras de autores portugueses e estrangeiros.
Ha’ quem ache pouco, chamando-o de “inculto”…
Claro que ele so’ encontra deste tipo de atitudes entre os pseudo-intelectuais portugueses, que se tentam fazer mais sabios do que aquilo que sao…
Acham que, por lerem os livros mais vendidos, ja’ sao uns literatos…
Em Inglaterra, ele debate assuntos literarios com doutorandos de literatura e nao tem quaisquer problemas, nem e’ tratado como se fosse um coitadinho qualquer.
Ate’ os ajuda, quando eles tem de perceber as questoes contextuais – historicas, sociais, economicas – que condicionaram a escrita de grandes autores.
Uma coisa e’ certa, quem sabe e quer aprender mais nao “se arma em esperto”…
Infelizmente, nao se pode ter tudo, nem que seja pela inelasticidade do tempo.
Para uma pessoa ler um conjunto de coisas, nao pode ler outras.
A matematica e’ simples.
Ler resumos sempre e’ melhor do que ser um total “ignorante literario”.
Apesar de nao apreciar grande parte da ficcao comercial, especialmente narrativas com descricoes pormenorizadas do meio ambiente – tipo “As Viagens na minha Terra” -, ou narrativas amorosas, o autor do Portugal fez esse esforco.
No entanto, gosta de narrativas que incidam sobre problemas relacionais, existenciais, ou emocionais, alem das mitologicas, folcloricas e infantis (ser pai, obriga a conhecer).
A quem questiona esta forma de ver as coisas deve-se perguntar:
Quantos e’ que, lendo routineiramente as ficcoes comerciais, fazem o esforco de ler os resumos dos artigos cientificos, publicados em jornais academicos?
Para quem nao sabe, todos os artigos cientificos tem resumo, a pensar naqueles que, ao contrario de mim, nao os leem por inteiro.
Os resumos estao escritos de forma, propositadamente, mais simples do que os artigos – a leitura destes nao e’ para quem nao domina a linguagem empregue.
Moral da historia:
o ser inculto, ou nao, depende dos parametros de referencia.
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